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Chevrolet Cruze

  • Publicado em 26/07/09
Chevrolet Cruze: O carro que quer desbancar Civic, Corolla, Focus e Jetta.
(Foto: Cruze 2010 coreano)
Por Daniel di Giorgio

A foto acima mostra um dos carros mais importantes do grupo GM no mundo atualmente e no desenrolar do nosso dossiê você concluirá o por que.

O Chevrolet Cruze terá diferentes funções dependendo de onde for vendido. Nos EUA, onde deverá chegar por volta do verão Americano de 2010 (entre junho e setembro) e rivalizará com os bem sucedidos Honda Civic e Toyota Corolla, além de outros destaques do mercado como o Ford Focus e VW Jetta. Na Europa, porém, apesar de importante, terá uma posição no mercado abaixo do novo Opel Astra (carro de mesmo porte) que será lançado em breve, tanto em preço quanto em equipamentos e refinamento de projeto. E aqui no Brasil deverá matar o Vectra em breve.

A situação da GM nos EUA é crítica. Financeiramente, a empresa já recebeu inúmeros empréstimos, principalmente do governo americano, que chegou a adquirir mais da metade das ações da empresa para que ela não fechasse as portas, e sua linha de veículos parece não empolgar o consumidor, exceto pelas picapes e SUVs, onde apesar de estar muito atrás da Ford, a empresa ainda tem uma força grande no mercado. Há muito tempo, a GM vem prometendo para o público dos EUA um carro compacto e realmente competitivo, pois o atual Cobalt vendido nos EUA (nunca chegou ao Brasil) e o Astra europeu (lançado sob a insígnia Saturn e nada mais que o atual Vectra brasileiro) nunca vingaram. Agora, o raciocínio que não quer sair da minha cabeça é como a GM trabalhará para que um carro de custos de produção inferiores ao do Astra a ser lançado na Europa tenha competitividade em termos de qualidade o suficiente para combater carros que nem o próprio Astra atual consegue na Europa? Será que o Cruze terá condições de desbancar Civic, Corolla, Focus e Jetta?

Chevrolet Cruze
Linhas conservadoras, mas que tendem a agradar

 

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Chevrolet Cruze

  • Publicado em 26/07/09
Cruze tem potencial para cumprir boa parte de sua difícil missão
(foto: interior Cruze modelo 2010 coreano de câmbio manual)

Quando conhecemos um carro, a primeira opinião que geralmente criamos é a sobre o design e nisso o Cruze se impõe com certo respeito, mas nada que seja inovador. Linhas conservadoras mostram que se o consumidor de sua faixa de preço quiser algo mais arrojado, terá que ir atrás de Focus ou principalmente Civic. Jetta e Corolla chegam a ser ainda mais conservadores.

No Cruze, a linha de cintura é alta, transmitindo robustez. A dianteira mantem o padrão da marca na grade, mas sai um pouco dele nos faróis. A traseira não é alta e lembra vagamente o VW Jetta. No fim das contas, o desenho geral em nossa opinião ficou melhor que o atual Corolla, empata com o atual Focus sedã, fica um pouco atrás do atual Jetta e perde por boa distância do atual Civic.

Ao entrar no carro, nota-se que a parte de instrumentos do painel é um tanto concentrada, mas a impressão de aperto tem sua intensidade amenizada ao vermos os azulados números e avermelhados ponteiros acesos. O console central, em compensação, é muito bem feito tanto em termos de ergononia quanto acabamento. O material de acabamento que cobre a faixa central do painel atinge suas extremidades e avança pelas portas, uma combinação de muito bom gosto e muito bem executada. O espaço interno é bem aproveitado, mas dentro da mádia do segmento, pouco acima de uns e pouco abaixo de outros.

O acerto das molas é bem firme, deixando o conforto um pouco de lado. É um acerto mais próximo ao do Civic, embora não tão justo quanto esse, mas ainda distante do Focus e seu excelente acerto, estável e confortável ao mesmo tempo. O Cruze te instiga a abusar um pouco mais das curvas e torna viagens curtas com o carro algo muito interessante, mas os motores oferecidos por enquanto não fazem jus à suspensão - falaremos dos motores em breve. De qualquer forma, se resolver abusar, cuidado com as saídas de traseira.

Já que citamos motores, vamos a eles. O Cruze oferece apenas opções de quatro cilindros, com cinco velocidades quando a opção é de câmbio manual e seis velocidades nas transmissões automáticas. De longe o melhor vendido na Europa é o 2.0 diesel, porém, a Opel pede 2000 Euros a mais em relação ao modelo à gasolina, um incremento de 10%. Quando movidos à gasolina, os motores são naturalmente aspirados e podem ser 1.6 e 1.8 DOHC. Caso sua viagem seja carregada tanto em passageiros quanto em malas, o 1.6 pode ser um excelente meio de medir sua paciência. Para o mercado americano é previsto um 1.4 à gasolina com turbo e injeção direta, prometendo um consumo bem razoável e um desempenho satisfatório e acima do que o 1.8 atual oferece. O downsizing vai ganhando força também entre os compactos e médios.

A plataforma do Cruze é a chamada "Delta" e suporta um enorme leque de motores. Um da linha Voltec (elétrico) é esperado mas, comparado com o atual Volt, um Voltec Cruze sofreria com a  aerodinâmica e consequentemente com o maior consumo de eletricidade, mas seu preço seria bem mais razoável. E quanto às carrocerias, na Europa, o Cruze terá um hatchback, algo que a princípio está descartado para os EUA.

 

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GM Cruze

  • Publicado em 26/07/09
Cruze também deve vir ao Brasil para o lugar do Vectra.

Já deu para se ter uma impressão geral do carro. É produzido na Coréia do Sul para abastecer o mercado local, demais mercados asiáticos e Europa. Futuramente será produzido nos EUA para abastecimento local e Canadá. De positivo, o carro terá o design, conservador mas marcante; o interior aconchegante e bem acabado; a carroceria com boa rigidez; e estabilidade. Para a empresa ajustar sobram conforto de rodagem, algo que o Focus pode ser boa referência, e opções de motores.

E o que o Cruze tem a ver com o Brasil? Sabemos que a GM vem fazendo lançamentos que nos dá a impressão de ser "tampões" no Brasil há algum tempo, após a grande fase da empresa nos anos 90. Em 2001, veio o Celta, um Corsa europeu de 1993 simplificado ao máximo. Em 2005 chega para nós o Vectra, nada mais que um Astra 1998 reestilizado para substituir um Vectra que era Vectra de verdade e 2 anos depois sua versão Hatch, que seguiu a mesma lógica do sedan: um Astra 1998 reestilizado. Isso sem contar os motores, bastante defasados em termos de projetos e que foram se ajustando ao tempo com soluções modernas, mas sem se modernizarem como um todo. Então, por ser alternativa mais barata em termos de produção com relação ao Astra europeu, por quê não fabricá-lo no Brasil no lugar do atual Astra, cujo projeto é defasado em todos os sentidos? Lado a lado com carros como Civic, Corolla ou o novo Focus, o Astra parece um menino de terceira série implorando piedade para que os garotões do primeiro colegial não façam nada com ele. E nem pedimos o motor Voltec para o Brasil, já que a energia anda tão cara (não que a gasolina não esteja...) pode ser apenas um EcoTech. Aí sim a GM teria motores à altura dos Ford Duratec, Honda V-Tec e o VVT-i da Toyota. Se a Chevrolet fizer um bom ajuste para o Ecotech ser bicombustível, teremos o carro com motor moderno e econômico, e se for além e resolver trazer o novo Opel Astra Europeu para ficar acima do Cruze, podemos voltar a sonhar com os tempos de Chevrolet dos anos 90 de volta.

O Cruze é bom o suficiente para lutar com os concorrentes da Honda, Toyota e Ford, os líderes de mercado entre os compactos nos EUA? Estamos falando de um carro sólido e isso já é uma evolução para a GM por lá, algo que o Cobalt devia e muito. Espera-se muito da unidade 1.4 litro turbo e injeção direta. Com uma boa combinação e a estratégia correta, a GM pode sim incomodar os líderes, caso contrário, a GM terá fracassado. Novamente.

Na Ásia, a missão do Cruze é mais simples e a marca pretende apenas se colocar como potência no continente dominado por coreanas, japonesas e pela VW. Há na Europa, o carro irá preencher a lacuna entre Corsa e Astra, uma vez que o novo projeto do Astra virá muito sofisticado. E para o Brasil?

O mercado brasileiro é mais conservador. Destronar o Civic parece ser algo que a Toyota pode conseguir, mas Ford e VW, com produtos superiores aos japoneses, não estão conseguindo. Então, por melhor que o Cruze seja e juntando o que vimos, nossa previsão é para que brigue para ficar na terceira posição por um tempo, apesar de talvez merecer, assim como Focus e Jetta merecem, um lugar melhor que esse.

 

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