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Fiat Uno

  • 19/11/15
História Fiat Uno: O compacto bom de vendas
Por Daniel di Giorgio

O Fiat Uno é um automóvel de muito sucesso fabricado no pela montadora italiana Fiat, sendo o carro de entrada da marca no Brasil desde que o 147 saiu de linha, em 1986. Foi um carro mundial na origem, que hoje conta com uma solução nacional de bom projeto. Quando nasceu, originou uma grande família, crescente com o passar dos anos em diversos mercados. No Brasil, tivemos o sedã Prêmio (renomeado para Duna em seu derradeiro ano), a perua Elba e os utilitários Fionino picape e Fiorino furgão.

Começou a ser vendido por aqui em 1984, inicialmente para substituir o 147. Apesar do projeto relativamente moderno que o 147 tinha para sua época, com uma carroceria compacta, motor transversal e bom espaço interno, era preciso responder ao VW Gol, que já estava começando a embalar em vendas após um início difícil que teve. Assim, o 147 ficaria em linha apenas para bater de frente com o Fusca na disputa de carro mais barato do país por alguns anos, tanto que ambos Fusca e 147 saíram de linha no mesmo 1986.

A idéia de substituir o 127 na Europa (147 aqui, derivado mas não idêntico ao europeu) começou em 1978, na Itália. Ao Brasil, haveria a luta do Uno com o Chevette e com o citado Gol e em várias partes do mundo, diferentes concorrentes eram selecionados. Carros como o Renault Clio, Volkswagen Polo, Peugeot 205 e Ford Fiesta eram alguns de seus alvos na Europa, além de compactos japoneses que surgiam aos montes na época.

Fiat 127
Fiat 127 já tinha dificuldades em combater rivais europeus e teve no Uno um bom substituto.

Após ser declarado como "morto" por alguns no final da década de 90 com o nascimento do Palio, o Uno brasileiro resistiu ao tempo e mereceu uma segunda geração, que também é um sucesso de vendas.

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Fiat Uno

  • 19/11/15
Em 1983 ele nasceu para o mundo e em 1984 para o Brasil.

A Fiat desde sempre foi especialista em carros compactos. Em 1971, lançou o 127, carro de tração dianteira, motor transversal e grande espaço interno para os padrões da época. Foi um sucesso por onde passou e em 1976 originou o modelo 147 vendido no Brasil como primeiro carro da marca no país. Porém, a chegada de concorrentes de peso na Europa a partir de meados da década forçaram o fabricante a pensar no substituto do compacto. Assim, em 1978, nascia o projeto 'Tipo 146', o qual originaria anos depois o Uno.

Após quase 5 anos e mais de 4 milhões de quilômetros rodados com protótipos, o Fiat Uno era apresentado pela primeira vez. O cenário escolhido foi o Cabo Canaveral, localizado no estado da Flórida (EUA), em 20 de janeiro de 1983. O palco escolhido dava uma idéia da importância do carro para a marca italiana. Linhas retas e revolucionárias para a época marcaram o modelo, que apresentava fantástico espaço interno e aerodinâmica boa até para os padrões de muitos anos depois, com cx de 0,34.

O carro estava realmente à frente de seu tempo e isso era notado nos mínimos detalhes. A preocupação com a aerodinâmica se mostrava presente nas maçanetas da carroceria com 2 portas, que ficavam praticamente escondidas na coluna 'B' (central) do carro. A carroceria de quatro portas, porém, sempre teve maçanetas convencionais. O formato do parabrisas permitia o uso de apenas uma palheta longa para completa varredura de toda a área.

Na parte interna, o destaque principal era o espaço disponível. Com carroceria alta, grande distância entreeixos e linhas retas, a Fiat conseguiu um excepcional aproveitamento de cada cm do carro, deixando seus concorrentes para trás neste quesito por muitos anos. O painel com instrumentos do tipo 'satélite' também tinha seu brilho, apesar de terem sido abandonados posteriormente, e deixava os comandos completamente ao alcance das mãos. Para completar, trazia um cinzeiro deslizante e removível, que poderia ser colocado tanto próximo ao passageiro quanto do motorista, ou ainda entre os dois e até mesmo fora do carro.

Fiat Uno
Cinzeiro deslizante e removível: Solução revolucionária, até que o mundo parou de fumar e ele não fez mais diferença.

Eis que o ano de 1984 chegou e trouxe com ele o Fiat Uno ao Brasil, apenas um ano e alguns meses após seu lançamento mundial. Vinha com motores 1.05 à gasolina de 52 cv de potência e 7,8 kgfm de torque (versão S) e 1.3 à gasolina ou álcool com 58 ou 59,7 cv e 9,9 ou 10 kgfm na ordem (opcional para o S e de série para o CS), o carro não impressionava, mas dava conta do recado dentro da categoria em que se encontrava. Era a mesma mecânica do 147 da época, incluindo o câmbio impreciso e de engates difíceis.


Uno brasileiro tinha o mesmo projeto do Italiano, mas com algumas diferenças importantes.

Externamente, não era idêntico ao modelo no resto do mundo: o capô do modelo brasileiro era mais alto para que o estepe pudesse ser acomodado no cofre do motor. Isso por que a suspensão traseira, de sistema independente McPherson com feixe de molas na transversal e também vinda do 147, não permitia que se colocasse o estepe no compartimento de bagagens. No italiano, a suspensão era mais moderna, com o tradicional sistema de eixo de torção. A explicação da Fiat era que, em solo brasileiro, os amortecedores do modelo italiano não durariam o esperado. Não era mais fácil mudar os amortecedores? De qualquer forma, se supostamente ganhava em resistência, perdia muito em conforto de rodagem e custo de manutenção aos proprietários, uma vez que esse tipo de suspensão exige periódicos alinhamentos.

A parte interna era correta tanto para sua categoria quanto seu tempo. O acabamento era razoável no S e correto no CS, com este último vindo bem equipado e com um painel completo, incluindo relógio analógico, check-control, limpador e lavador de vidro traseiro e acabamento em tecido resistente sem courvins na área dos assentos, apenas nas laterais.

A evolução técnica com relação ao 147 era evidente, assim como a praticidade do carro, seu espaço interno e economia, mas não se pode dizer que o Uno caiu no gosto do povo logo de cara. Até apelidos pejorativos foram dados ao carro, tais como "bota ortopédica" e "apito". Mas, ele sempre vendeu bem e como veremos depois, a Fiat viu seu esforço em apostar no carro dar resultados.

 

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