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Teste S10

  • 10/11/13
Teste S10 LTZ TD 4X2: Evolução brutal de um campeão de vendas
Por Daniel di Giorgio

A nova geração da picape S-10, lançada há pouco mais de 1 ano (fevereiro de 2012) não é um modelo que podemos chamar de revolucionário. Veio apenas recuperar a liderança perdida no final da década passada para a Hilux no segmento de picapes a diesel, uma vez que o modelo anterior, lançado em 1995 e reestilizado - para a pior, em nossa opinião - em 2000, não conseguiu manter a hegemonia da marca, e não era pra menos dado a idade avançadíssima do projeto. Porém, a liderança foi retomada muito porquê a Hilux sentiu o baque das novas picapes, o que inclui a nova picape da Chevrolet. Para isso, a marca manteve a filosofia do modelo anterior - pergunte à suspensão macia e ao excesso de plásticos no interior - mesmo assim a evolução é grande. Disponível em 2 opções de carroceria (simples e dupla) e com 2 motores (turbo Diesel 2.8 e Flex 2.4), a S10 recuperou a liderança desde o segundo mês de vendas da nova geração e até agora não perdeu o posto. Merece estar lá? Para sabermos, pegamos a versão movida a diesel completa, exceto pela tração 4X2 e não 4X4, e testamos. Confira o teste.

S10

 

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S10

  • 10/11/13
Interior: Espaçoso e moderno, merecia mais cuidado na montagem.

A versão LTZ é a topo da linha S10 e vem relativamente bem equipada, contando com ar condicionado com controles digitais, direção regulável em altura, console central, desembaçador traseiro, direção hidráulica, computador de bordo, controlador de velocidade, vidros elétricos nas 4 portas, sistema de som com 6 alto-falantes e bancos elétricos. A unidade que testamos era ainda equipada com câmbio automático. Quando falamos relativamente, lembramos do ar digital dual zone e sensor de chuva existentes nas melhores equipadas Ranger e Amarok, ou câmera traseira incorporada ao retrovisor acionada pela ré e sistema de navegação touch-screen incorporado ao painel da Ranger. Já Frontier e L200 se equiparam à S10 em termos de equipamentos e Hilux nem isso, pois falta comando digital do ar condicionado, banco do passageiro elétrico entre outros.

O espaço interno melhorou muito com relação à geração anterior como o maior porte externo nos faz supor, mas nada que supere a concorrência. Menos espaço para pernas aqui, mais espaço para ombros ali e S-10 fica no mesmo nível de Ranger, Amarok, Hilux e Frontier e um pouco acima de L200. Na caçamba, a S10 fica no nível de Frontier, Hilux e L200, mas perde por 120 litros para a Ranger e 220 litros para a Amarok.

As cores predominantes do interior são preta e cinza escuro, independente da cor externa, convenientes em um veículo com grandes chances de receber passageiros em áreas rurais por qualquer motivo.

O revestimento da picape é bom, mas o acabamento precisa melhorar, ainda mais se considerarmos o preço do modelo avaliado, top de linha com o motor mais caro. Várias rebarbas grosseiras aparecem por todo interior como mostramos em algumas fotos, há sobras de plásticos em alguns locais e o plástico do painel é essencialmente duro, não estranharemos se alguém disser que o material é o mesmo do popular Ônix.

S10
Portas com desenho interno simples e aparência frágil.

Mas a S10 volta a apresentar aspectos positivos ao analisarmos a ergonomia de forma geral. Os comandos estão todos ao alcance das mãos e são de leve manuseio. A iluminação do painel de instrumentos e dos comandos tem predomínio de branco com um azul claro, escolha feliz em nossa opinião, pois dá um efeito estético muito bom e não cansa o motorista com o tempo. Tudo fica bem ao alcance do motorista, mesmo se tratando de uma picape média com amplo espaço interno.

O volante tem boa pegada, é revestido em couro de boa qualidade e possui diversos controles - som, controlador de velocidade e telefone - todos bem posicionados.


Painel de instrumentos conta com iluminação de bom gosto e desenho moderno.

O nível de ruído da S10 é apenas razoável para um modelo top de linha. Percebemos também um motor um pouco que vibra um pouco além de nossas expectativas para uma unidade a diesel vendido em 2013.

S10
Comandos leves e bem localizados.

 

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S10

  • 10/11/13
Exterior: Avanço claro em relação à geração anterior

O desenho da S10 ficou atualizado diante dos novos concorrentes da categoria como Ranger e Amarok, e ficou à frente daquela que reinventou a categoria em 2005, a Hilux, que já sente o peso da idade. Além de atualizado, é de muito bom gosto segundo nossa opinião, mas isso é um fator subjetivo, ou seja, caberá a cada um julgar se suas linhas agradam ou não. A nova S10 parece pertencer a uma categoria acima do modelo anterior, datado de 1992 nos EUA e que passou por algumas mudanças cosméticas ao longo do tempo. Ela representa um dos primeiros modelos Chevrolet vendidos no Brasil cuja enorme grade dianteira combina com o restante do carro. O resultado em nossa opinião, ao contrário de diversos outros Chevrolets vendidos atualmente (Agile, Cobalt e Ônix, principalmente) agrada bastante.

 

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S-10

  • 10/11/13
Desempenho e mecânica: Dentre os melhores desempenhos da categoria.

A mecânica da S10 é apenas convencional, não tem nada que impressiona, mas talvez isso a torne líder na categoria, que tende a ter consumidores mais conservadores, e isso não é demérito algum principalmente considerando-se que o convencional foi bem feito nesta picape. Apesar disso, seu custo de manutenção é similar à Ranger e Hilux, e um pouco abaixo das demais, mas a diferença não é tão grande. O motor, por exemplo, é um convencional 4 cilindros em linha 2.8 16 válvulas a diesel de 180 cv. A Ranger, por exemplo, usa um moderno 5 cilindros 3.2 com 20 válvulas e 200 cavalos. As suspensões são bem acertadas para quem busca conforto dentro do que é possível ser confortável num veículo de carga, o que nos deixa muito intrigado do motivo de algumas pessoas que jamais passarão perto da terra comprariam veículo como esse. O câmbio da versão testada era um automático de 6 marchas, item opcional.

E mecânica convencional bem acertada trouxe à tona um desempenho... Convencional e satisfatório. Acelerou de 0 a 100 km/h em razoáveis 11,8 segundos, da imobilidade aos 400 metros em 18,4 segundos e realizou a retomada de 80 a 120 km/h em 9,8 segundos. Não decepciona, mas também não impressiona. O consumo de óleo diesel, num cenário de trânsito intenso, ficou na casa dos 7,9 km/l e com trânsito em um cenário mais normal que o caos da terra da garoa ficou em 8,7 km/l. Na estrada, respeitando os limites de velocidade de rodovias de pista simples, duplas e de três faixas, o consumo fica na casa dos 10,4km/l, sempre sem carga.

O câmbio da S-10 Diesel, automático na versão avaliada, tem todas as 6 marchas bem escalonadas, dá poucos trancos e tem manuseio correto, no que podemos afirmar que foi feito um bom trabalho pela empresa. Os freios tem ABS e EBD e respondem com frenagens seguras e firmes, apesar de a suspensão balançar um pouco mais que o desejado, tanto nas frenagens quando em velocidade de cruzeiro. Em altas velocidades, o balanço chega a incomodar.

A picape possui sistema de controle de tração e freios com ABS e EBD, mas apenas 2 air bags. É muito pouco para um carro desse porte e cujo preço passa dos 100.000 reais. Merece revisão urgente por parte da Chevrolet.


Na próxima seção, confira como foram as notas da S10 LTZ TD em nosso teste.

 

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  • 10/11/13
S10 LTZ TD, vale a compra?

  • Notas

    Interior\Conforto: Nota 6,5

  • Prós:
     
  • - Ergonomia correta
    - Desenho moderno
    - Boa escolha nos materiais de revestimento

  • Contras:
  • - Plásticos das portas parecem de carro popular
    - Algumas rebarbas

      Mecânica\Desempenho: Nota 7,0

    • Prós:
    • - Mecânica robusta e eficiente

    • Contras:
    • - Balanço excessivo em altas velocidades

        Exterior: Nota 7,0

      • Prós:
      • - Desenho atual
        - Qualidade de contrução

      • Contras:
      • - Desenho não inova

          Segurança: Nota 6,0

        • Prós:
        • - ABS e EBD nos freios, com frenagens firmes

        • Contras:
        • - Suspensão propociona menos estabilidade que a média da categoria
          - Apenas 2 air bags

            Resultado final: Nota 6,63

 

  • Resumindo

A nova S-10 LTZ 4X2 é um bom negócio tendo em vista que as concorrentes top de linha oferecem apenas tração 4X4, algo que nem todos os usuários precisam. Esse é um dos fatores que fazem da S-10 a líder da categoria em vendas gerais. Se você não for usar sua picape por estradas que necessitem do 4X4, o modelo como do nosso teste é ideal para você, compre de olhos fechados, afinal, o sistema que faria as rodas dianteiras tracionarem seriam um desperdício de combustível e dinheiro com manutenção. Caso você precise do 4X4, dê uma olhada na concorrência, principalmente Ranger e Amarok. E se você não precisa de picape e a quer apenas pela imponência, pense num sedã de grande porte. Certamente lhe proporcionará mais conforto, segurança passiva, economia de combustível, seguro manutenção e caberia em muito mais vagas que qualquer picape desse porte.

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