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Take up! 2014

  • 01/11/15
Teste Take up!: O básico dos Up tenta provar que o Gol "G4" foi bem substituído.
Por Daniel di Giorgio

Antes de começarmos o teste, vale uma ressalva: Sim, o Gol G4 foi muito bem substituído em termos de produto pelo moderno Up. Mas e em termos de mercado? É com esse enfoque que traremos algumas comparações entre os modelos.

Mais do que sacudir o mercado, o Up chegou ao Brasil para apagar um incêndio na linha Volkswagen. Com a chegada da lei que obriga carros novos serem vendidos com air bags e freios ABS de série, a marca se viu obrigada a tirar o Gol "Geração 4" ou "G4" (na verdade apenas a segunda geração do modelo) de linha, criando uma lacuna na qual a versão de entrada do Up foi escalada para preencher.

O problema para a Volkswagen é que a estratégia deu certo apenas parcialmente. Se por um lado o Up é reconhecidamente moderno, algo que o Gol de segunda geração não era nem no seu lançamento, em 1994, por outro, a maior clientela da linha Gol G4 era composta por frotistas de todos os segmentos, seduzidos principalmente pelo baixo custo de manutenção do modelo. Não somente a marca perdeu clientes dentre os frotistas que acabaram migrando para modelos de marcas concorrentes, como também a grave crise econômica que o país fez com que muitas empresas revissem seus planos de renovação de frotas, entre outros investimentos que acabaram adiados ou cancelados. Assim, a VW, que com o Gol G4 brigava carro a carro com a Fiat pela liderança do mercado, atualmente encontra-se em terceiro, atrás da GM, e em alguns meses é inclusive ameaçada pela quarta colocada Ford. É bem verdade que a montadora alemã também sente falta da Kombi engordando seus números de venda, mas o Gol G4 faz muito mais falta.


Up Take (ou Take up! como prefere a VW) tem uma ingrata missão, mas agrada como produto.

Atualmente, se somarmos as vendas do Gol com as do Up, o percentual de participação da dupla no mercado não representa a força que Gol + Gol G4 possuíam. Veja que analisamos o percentual de participação no mercado dos modelos, pois o consumo de carros no Brasil encolheu demasiadamente com a crise econômica que vivemos desde o final de 2014 até agora, final de 2015, e que ainda deve durar um bom tempo. O departamento de marketing da VW terá muito trabalho para colocar a dupla atual nos trilhos em que estava a dupla anterior!

Escolhemos para o teste a versão de entrada do Up porque é essa que tem a missão de substituir todas as versões do extinto Gol G4, mas o novo compacto tem versões para todos os gostos, com melhor acabamento, também no estilo aventureiro e até com o apimentado motor turbo, no pacote TSi. Portanto, somar as vendas de Gol e Up para comparar com as vendas de Gol e Gol G4 fazem sentido, pois o Up inclusive rouba vendas do Gol atual, que, se foi o líder de vendas entre 1987 e 2013, hoje (final de 2015) apenas luta para ficar entre os 10 mais vendidos do país. Vejamos então como o Up na versão “Take”, ou Take Up se preferir, ou Take up! como prefere a VW (mas que por questões óbvias de normas ortográficas não escreveremos) se saiu em nosso teste.

 

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  • 01/11/15
Interior: Simples, mas funcional e bem montado. Porém, merece revisão de alguns pontos.

Quem lê o AutoNaWeb há algum tempo, seja via site ou via nosso aplicativo, sabe que nosso foco é o leitor. Somos sinceros no que escrevemos e isso já nos rendeu portas fechadas em algumas montadoras em vários momentos, mas não mudaremos nossa filosofia. Aliás, leia mais sobre nossa filosofia na aba "Sobre", no início do site. Portanto, segure-se que lá vem sinceridade...

Antes de tecermos nossas críticas, sejamos justos: Há itens pontuais, bons e ruins, a destacar. Tudo no Up de entrada é bem montado e bem encaixado, ficando o modelo neste ponto um degrau acima de seus concorrentes e de seu antecessor Gol G4. Porém, os materiais são tão rígidos quanto em qualquer outro popular e também como era no Gol G4, algo que se a VW fosse mais caprichosa, poderia deixar o modelo ainda mais distante da concorrência. Ao menos o Up eliminou as rebarbas, que eram constantes no interior do modelo ao qual sucedeu.

Um dos pontos a serem corrigidos com urgência é a chapa aparente nas portas. Ela nos remete ao Ford Ka de 1997, que já era criticado por tal solução. Não vai ser em pleno final de 2015 que tal descuido será digno de elogios. No Gol G4, não havia metal aparente em nenhum local do habitáculo. Nas versões mais caras do Up, o metal aparente no painel dá certo estilo ao interior, mas todos mantém o metal nas portas, algo que a nosso ver merece ser revisto pela Volkswagen. No Up Take, o acabamento do painel é comum, sem metal da cor do carro. As cores predominantes do interior são o cinza em diversas tonalidades misturados à cor da chapa aparente. Falando em painel, lá encontra-se outro ponto a ser revisto de forma urgente pelo fabricante: as saídas centrais do ar condicionado. Ela são fixas e direcionadas para o vidro. Resumindo, em um dia de calor intenso, torça para que aquela saída lateral única e escondida atrás do volante dê conta do recado. A VW precisa rever isso tambpem pelo efeito dominó de uma economia tão absurda. Nos dias muito quentes, os usuários do carro terão que aumentar a velocidade do ar condicionado por conta dos direcionadores fixos, e aí o barulho do ventilador incomoda, o aumento do consumo incomoda, ter que explicar a alguns amigos chatos que infelizmente o carro veio assim mesmo incomoda... Muitos fatores para uma economia tão pequena na linha de produção.

Se analisarmos o Up como subcompacto, o que é um fato do qual a VW quer fugir de todas as formas, o espaço interno é digno de nota, sendo bem aproveitado e muito bem distribuido. O Gol G4 e seu motor longitudinal e projeto antigo era uma bagunça só quanto à organização do espaço interno, com espaço de sobra onde não era tão importante e exíguo onde mais contava. Aqui, finalmente a modernidade do projeto do Up se evidencia de forma claríssima. Ele se destaca com bom aproveitamento tanto para pernas, ombros e cabeças, considerando seu porte apenas 4 passageiros assim como é na Europa - no Brasil, a VW homologa o modelo para 5 passageiros. Fica à frente do Gol G4 principalmente na altura dos ombros, mas também de uma forma geral, perdendo do antigo por margem mínima quando se tenta acomodar o coitado do terceiro passageiro no banco traseiro. Mesmo assim, a acomodação no Up é mais aconchegante no geral, com túnel central mais discreto, bancos na altura correta, espaço decente para pernas e ombros. Ponto para o Up no fim das contas. Em tempo: a maior carroceria do Up brasileiro em relação ao europeu serviu apenas ao porta-malas.

Falando em porta-malas, o do Up nacional conta com bons 285 litros, mas na versão Take não conta com o sistema s.a.v.e, que ajuda a otimizar o uso nas versões mais caras, e o acabamento, assim como no interior, possui chapas aparentes. No Gol G4, o porta-malas tinha os mesmos 285 litros, mas sem chapas aparentes. O dono do Take Up deverá tomar o cuidado extra de não riscar a pintura interna do porta-malas (!) ao carregá-lo, algo que o Gol G4 dispensava. Aqui, ponto para o "vovô" Gol G4.


Porta-malas possui outra falha a ser corrigida: chapas aparentes também não deveriam estar aqui.

O revestimento dos bancos do Up Take é dos mais simples que se pode ter no mercado atualmente. Os tecidos centrais são claros e elaborados com material áspero e os laterais são mais escuros e feitos com material ainda mais áspero. Já a a parte traseira dos bancos dianteiros são em curvim, visando obviamente dimiuir os custos, assim como as laterais inferiores dos bancos dianteiros que inclusive sequer possuem miseros plásticos para esconder as armações de ferro que sustenta toda a estrutura do assento. Tudo muito parecido com o Gol G4. Para se distanciar do antecessor de longevos 21 anos neste item, o Up Take adiciona melhor apoio lateral nos bancos dianteiros e ajuste de altura do banco do motorista.

O painel de instrumentos vem com o básico. Nada além de velocímetro, luzes espia e um visor digital que engloba temperatura do motor, hodômetro e marcador de combustível. Igual ao Gol G4? Não, o Up de entrada tem luz para troca de marchas, algo que o G4 básico não possuía. Para sairmos do empate técnico, a leitura dos instrumentos no Up é muito mais fácil de ser fazer graças ao seu projeto muito mais moderno, o que inclui volante centralizado, o que não ocorria com o Gol G4.


Simplicidade total nos instrumentos, que mereceria ao menos um conta-giros.

Já deu para perceber que o grande fator de distanciamento entre o Up e o G4 é o projeto. Outro item que evidencia essa distância são os acessos aos comandos. No UP, tudo está em posição muito mais fácil de se alcançar ou visualizar e com a lógica necessária para não exigir que se tire os olhos da pista por muito tempo ou por qualquer tempo, diferente de como era no Gol o qual substitui. A iluminação dos instrumentos tem o predomínio de um cansativo tom vermelho, ou âmbar escuro se preferir, como era no G4 e é outro ponto a ser revisto pela Volkswagen. O volante tem material que proporciona uma pegada apenas razoável, assim como acontecia com o Gol G4, porém, conta com a solução da base achatada, que além de trazer certa esportividade, serve para aumentar o espaço vertical para as pernas do motorista.

Em outros detalhes do interior do Up, apesar de boa montagem, a simplicidade também se faz presente. Nas partes das portas onde não tem lata aparencendo, tem plástico duro e fácil de riscar. Não procure tecidos porque não há o menor sinal de um pedacinho sequer de pano por ali. O porta-luvas é feito em plástico fino e rígido e não possui luz, mas tem algumas divisórias caso o dono tente se organizar, porém, desde já avisamos que qualquer ação da inércia pode espalhar tudo lá dentro. Há alguns porta-objetos, mas outros extras seriam bem vindos, e 2 porta-copos, um à frente da alavanca de câmbio e outro entre os bancos dianteiros. Praticamente nada melhor que o Gol G4, exceto com relação as chapas aparente, no qual o fato de não possuí-las permite ao Gol G4 ter até uma certa vantagem neste quesito especificamente. No fim das contas o grande diferencial num virtual comparativo é que projeto do Up, muito mais moderno e bem elaborado, faria toda a diferença a favor do modelo. Confira agora como se saiu o exterior do modelo em nosso teste.

 

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  • 01/11/15
Exterior: Sobriedade em cada ausência de curvas.

No lançamento do Up, muito mais pessoas não gostaram do desenho do carro do que pensávamos que aconteceria. E entre os que gostaram, poucos usaram adjetivos expressivos como "lindo". No geral, os elogios se resumiram a "bonitinho", "legalzinho" e "engraçadinho". Até comparações com o Twingo da década de 90 sobraram para o Up, assim como "mini-Fox" em outros casos, o que também não é necessariamente um elogio.

Mas, diferentemente do que aconteceu com o Twingo, aos poucos as pessoas começam a se acostumar com o estilo do carrinho. Trata-se de um desenho moderno, porém de linhas conservadoras e sóbrias demais e nada se destaca no carro, especialmente nessa versão Take, de entrada e assim sem muitos acessórios, mas também não há nada decepcionante que salte aos olhos. Se ao menos a VW trouxesse a interessante tampa do porta-malas em vidro do modelo europeu, a traseira poderia ganhar nova vida. O Up também não se destaca frente a concorrentes com alguns anos de estrada, como Ônix ou HB20, ou mesmo frente a outros mais recentes como o novo Ka, mas também não decepciona frente a estes. Porém, as faixas de preços que esses modelos atuam os colocam na alça de mira das versões mais caras do Up, portanto, vamos nos ater à versão Take para ver se sua situação é tão parelha assim quando comparados aos seus rivais em sua faixa de preço.

O estilo do Take Up está muito à frente de populares de entrada como Clio e Palio Fire, e também muito além do que oferecia o Gol G4. Compatível com ele, somente o Uno na versão Vivace, que inclusive logo deve receber as modficações visuais sutis que as versões mais caras receberam. Mas mesmo tão à frente em termos de concepção de estilo, o já comentado conservadorismo das linhas o deixa com cara de mais do mesmo no trânsito. No fim das contas, o desenho mais agrada que desagrada, mas por diferença menor do que a diferença de idade entre o Up e seus principais concorrentes.


Linhas sóbrias demais, mas que agradam no fim das contas.

Como considerações finais quanto ao exterior do Up, preferimos nos abster de dizer que ele é "bonito" ou "feio". Gosto é algo muito subjetivo, e entenderemos e respeitaremos a opinião de quem gosta ou não gosta do visual do carro. Preferimos dar preferência à parte técnica do desenho do modelo, como praticidade, contemporaneidade e longevidade. Pra concluir o assunto: na redação, a maioria gostou, mas não adorou o desenho do Up. Confira como foi o desempenho do Up na próxima seção!

 

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  • 01/11/15
Desempenho e mecânica: Up Take prova que populares também podem ser avaçados.

Na parte mecânica o Up começa a dar as cartas e deixa o Gol G4 muito longe. A começar pelo motor, uma moderna unidade 1.0 litro e 3 cilindros, 12 válvulas com bloco e cabeçote feitos em alumínio, que rende 75CV / 9,7kgfm quando abastecido com gasolina e 82CV / 10,2 kgfm com etanol, um abismo de distância para o já ultrapasado 1.0 litro de 4 cilindros que equipava o G4, com bloco em ferro fundido, 68CV / 9,4kgfm abastecido com gasolina e 71CV / 9,7 kgfm quando abastecido com álcool.

Ademais, consta para Up Take as seguintes especificações: câmbio manual de cinco marchas, tração dianteira, direção elétrica (opcional), suspensão dianteira McPherson e traseira por eixo de torção, freios a discos ventilados na dianteira e tambor na traseira, com ABS, rodas de aço 13″com pneus 165/80 R13 e peso de 910 kg. Ou seja, se o motor foi destaque positivo, o restante do carro optou por ser tradicional e isso não é necessariamente ruim. Destaque para o baixo peso do carro e para os discos ventilados.

O desempenho do carro em cidade surpreende se considerarmos o pequeno motor. Arranca sem passar vergonha e retoma com certo vigor, desde que se use bem o bom câmbio do carro e que não haja pretensões esportivas ou muita carga. Na estrada a história muda um pouco e mesmo sem carga, o tamanho diminuto do motor é lembrado e exige um pouco mais de atenção do motorista ao realizar manobras de ultrapassagens, por exemplo. Embalado ele vai bem.

Vamos ver o que todos esses números representam na prática. Abastecido com álcool, obtivemos 14,2s na aceleração 0-100 km/h, contra 14,99s com gasolina. A aceleração 0-1000m é feita em 34,5s com álcool no tanque e 35,6s com gasolina. A velocidade máxima declarada pela VW é de 165 km/h, condizente com a cilindrada e equações do câmbio. Desempenho geral bom se considerarmos o pequeno motor do Up - trata-se de um popular 1.0.

No entanto é no item consumo que o Up merece destaque. No carregado e sempre bagunçado trânsito paulistano, não conseguimos mais que 7.6km/l no álcool e 10.7km/l na gasolina. Ao mudarmos de cidade para uma interiorana, ele melhora notavelmente, batendo os 8.9km/l no álcool e 11.9km/l na gasolina. Na estrada, o consumo com álcool foi de 11.1km/l e com gasolina bateu os 15.1km/l. Como todos 1.0 de aspiração natural, o Up foi um pouco penalizado em estrada pela falta de potência e câmbio muito curto. No geral, o carro é bastante econômico. Para efeito de comparação, realizamos uma extensa pesquisa sobre o consumo do Gol G4 versões normais e Ecomotion, pois não chegamos a testá-los, no que observamos que o Take Up é 10% melhor que o primeiro e equivalente ao segundo em estrada e 5% melhor em cidade, o que indica que o novo carrinho foi competente o suficiente para suprir o mercado de 2 versões do Gol G4 no que tange ao consumo. Mais um ponto pra ele.

O câmbio dos Up 1.0 que não são TSi é muito curto para que possa extrair o máximo da pouca potência de uma unidade 1.0 litro, mas é bastante preciso e macio nas trocas. Os freios tem comportamento correto, assim como as suspensões, que tem leve tendência de substerço no abuso (o famoso sai de frente), mas não compromete. O acerto no carro se revela bem feito pela sua proposta de uso... e muito acima daquele apresentado pelo Gol G4. Porém, a ausência de direção elétrica nesta versão (apenas opcional atrelado ao pacote mais caro do modelo, que bate na casa dos $ 35.000) pesa contra, uma vez que ficou muito pesada. Na próxima seção, confira como foram as notas do Up em nosso teste.

 

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  • 01/11/15
Up Take, vale a compra?

  • Notas

    Interior\Conforto: Nota 5,0

  • Prós:
     
  • - Boa ergonomia
    - Montagem das peças feitas de maneira correta
    - Espaço interno quando com 4 pessoas.

  • Contras:
     
     
     
  • - Absurda saída central de ventilação fixa
    - Acabamento com excesso de plásticos fáceis de riscar
    - Instrumentos simples em demasia
    - Espaço interno quando com 5 pessoas
    - Metal aparente nas portas.

      Mecânica\Desempenho: Nota 8,0

    • Prós:
       
    • - Motor e projeto geral modernos
      - Bom rendimento pela cilindrada aliado ao consumo contido
      - Possui o melhor câmbio entre os populares de entrada. Disparado à frente, aliás.

    • Contras:
    • - Rodas aro 13" em 2015.
      - Direção excessivamente pesada.

        Exterior: Nota 6,0

      • Prós:
      • - Desenho atual...

      • Contras:
      • - ... mas muito conservador.

          Segurança: Nota 8,5

        • Prós:
        • - 5 estrelas no Latin NCap para impactos frontais e 4 estrelas para proteção a crianças.

        • Contras:
        • - Direção muito pesada, considerando-se não ter assistência.
          - Não tem controle de tração nem air bags laterais, nem mesmo como opcionais.

            Resultado final: Nota 6,87

 

  • Resumindo

Econômico e bem projetado, o Up brasileiro é, sem sombra de dúvidas, um (sub)compacto moderno e deve ser considerado por aqueles que buscam um carro de entrada. Mas, como diria Shakespeare, há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe vossa vã filosofia... E a missão do Up é mais complexa do que parece em termos de mercado. Quando foi anunciado que o Gol G4 sairia de linha, substituído pelas versões de entrada do Up, algo inspirava que a Volkswagen perderia alguns clientes, ganharia outros e teria sua imagem certamente melhorada, mas no fim das contas perderia participação no mercado. No teste, concluímos que o grande diferencial do Up Take para o Gol G4 básico é o projeto, pois a filosofia da simplicidade franciscana está presente em ambos. Ou seja, há uma grande diferença entre os carros a favor do Up, mas nem tudo é muito melhor no Up.

Além disso, um dos itens que conspirava contra o sucesso absoluto do Up em termos de vendas aconteceu muito antes mesmo de seu lançamento: a imagem de robustez que o Gol construiu desde a década de 80 junto ao consumidor geral. Para atingir tal nível para o consumidor final, a VW terá que se esforçar na linha de produção e no marketing. Outro item que atrapalha é a imagem da manutenção barata que o G4 passava às empresas e suas frotas repletas de Gol G4, que ajudavam o Gol disparar em vendas. Some-se a isso a crise atual no Brasil, que penaliza empresas e muitas delas acaba investindo menos em renovações de frotas - aliás, não estranhe se modelos de carros de mais de $ 60.000 não sentirem tanto a crise como sentirão os populares, por diversos motivos. No fim das contas, até hoje a participação de mercado de Gol + Up não atingiu o mesmo nível de Gol + Gol G4, mas como o Up é um modelo de potencial, ainda há tempo para a VW se arrumar.

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